"Fizeram greve porque quiseram", diz Déda

Governador diz estar tranquilo quanto às denúncias feitas pelo Sintese e diz que a melhor solução é acabar logo com a greve
19/03/2009 - 11:47

Déda prestigiou a posse de Chiquinho e falou sobre a greve / Foto: Márcio Dantas/ASN

Presente na posse do novo secretário adjunto de Estado da Comunicação, Chiquinho Ferreira, o governador Marcelo Déda mais uma vez foi questionado acerca da greve dos professores em Sergipe. “Os professores deflagraram a greve apenas porque queriam fazer greve”, avalia Déda.

O petista repetiu o discurso de que está cumprindo o que manda o Supremo Tribunal Federal (STF) de que o piso é calculado pelo conjunto da remuneração. “Quem tiver uma teoria diferente dessa, vá às rádios e aos jornais e me desminta. Vão ao tribunal, provem que estou errado”, desafia. “Eu estou cumprindo mais que integralmente a decisão do STF”, realça.

Greve da categoria completa 10 dias esta quinta-feira
Denúncias

Em relação às denúncias do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Déda diz que está tranqüilo porque o secretário da educação, José Fernandes Lima, rebateu rapidamente às informações da diretoria do sindicato sobre possíveis irregularidades na folha de pagamento.

“Apenas estranhei o tom de denúncia às informações contidas em documentos que eu mesmo autorizei que eles tivessem acesso”, conta. O governador chega a supor que as denúncias podem ter sido feitas para espantar o efeito da entrevista do ministro Marco Aurélio sobre o assunto.

Suspender a greve e iniciar uma nova mesa de negociação para que se discuta as possibilidades de pagamento do governo é a melhor solução na visão do governador e nega que o sindicato seja uma pedra em seu sapato. “Não estou dizendo que houve más intenções do sindicato, tenho muito respeito pelo magistério. Mas acho que existiu um erro de interpretação”, opina.

Sintese rebate

Ao ter conhecimento das declarações do governador, o presidente do Sintese, Joel Almeida, fala que o governo foi comunicado formalmente via ofício e pessoalmente em uma audiência que a greve se tornaria fato. Para o sindicato, o governo deveria aumentar o vencimento base do magistério, mas apenas concedeu um abono, desencadeando a insatisfação da categoria.

Quanto às denúncias feitas pelo Sintese, Joel foi direto. “Dentro da secretaria há um minadouro e esse minadouro precisa ser estancado para que o professor receba a remuneração que merece”, diz. Uma auditoria completa da folha de pagamento já foi feita segundo Déda.

Por Glauco Vinícius e Carla Sousa

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