ASSASSINATO DE UM PADRE NA VILLA DE PROPRIÁ


Na presidência de Elói Pessoa, a vila de Propriá viveu momentos de agitação em conseqüência do assassinato do vigário Antonio José da Silva Capella, presidente da Casa de Troco, de um seu afilhado, do Escrivão ao resistirem à prisão ordenada pelo Juiz Municipal daquela Vila por ter sido o Vigário pronunciado por acusação de homicídio. “Por ser horrível e extraordinário tal fato”, provocaria as afeições e desafeições em relação ao Vigário assassinado” Desde os primeiros anos da Regência, o Padre Capella era acusado por perturbações ocorridas na Villa de Propriá, responsável pelas perseguições aos portugueses ali residentes. O Presidente Jose Geminiano de Morais Navaro o havia denunciado às autoridades regenciais como “homem turbulento, maquiavélico, sanguinolento, artificioso”.

Oficio do Presidente José Elói Pessoa da Silva ao Ministro

Foi no dia 30 de janeiro do corrente neste lugar na Villa de Propriá desta Província, o assassinato do Presidente do Trôco daquela parte, o Vigário Antonio José da Silva Capella, o de Antonio Fernandes de Silva, Escrivão do Mesmo; o de Francisco das Chagas do Bomfim, afilhado do mesmo, e mais dois escravos do mesmo, os quais todos se achavam na casa do Trôco, e resistiam quando foi intimado ao Vigário Ordem de prisão por parte do Juiz Municipal daquela villa em conseqüência do crime de homicídio pelo qual fora ele pronunciado. Pelas cópias dos Ofícios juntos, melhor ficará V.Excia. esclarecer sobre o fato, e providencias que dei com a prontidão possível, atenta a maior distancia de trinta léguas que foi vencida em três dias sucessivamente pela força expedicionada. Atualmente aquela vIlla fia tranqüila, o que não fora de crer-se depois de tão horrível fato. Por ultimo retirei a força Permanente (Policia Provincial), orçando-a a ser substituída por guarda Nacional da Villa mais próxima, e ordenei ao comandante Superior Bento de Melo Pereira, que para mais segura paz se apresentasse ali. Continuo o processo respectivo sobre o fato, esforçando-me em auxiliar a justiça, para que a lei vigore. Por ser horrível e extraordinário tal fato, e porque sob diversas cores tenha sido pintado conforme as afeições e desafeições em favor, ou contra o assassinato do Vigário, julguei de meu dever levá-lo ao conhecimento de V. Excia. Deus Guarde a V. Excia. Palácio do Governo de Sergipe, 3 de março de 1838
José Eloy Pessoa da Silva”
Fonte: Livro Fotográfico de Propriá/SE

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