On-line x Alive



A principal exigência do mundo moderno é que as pessoas estejam inseridas no cyber espaço. Isto é um fato. Diversas empresas, dos mais variados portes, pesquisam a vida dos seus entrevistados através da Internet e o que mais buscam é de que forma eles atuam em sites de relacionamentos. Não dá para levar a sério um futuro funcionário que posta constantemente inutilidades em seu perfil.

Esses sites, por sua vez, jogam pesado. Observe o infográfico abaixo:



Os participantes, através da liberdade, passam a postar cada vez mais e com isso gera um dos maiores transtornos psicológicos: a ansiedade, pois ao passo que postam, sempre ficam à espera do "cyber feedback". Quando ele vem, a pessoa sente-se realizada, mas quando não vem, inicia-se um processo mental frenético para chamar a atenção dos amigos. A partir daí, não há discernimento do que posta.

Quem mais sofrem são os pais que acompanham seus filhos nessa evolução digital. Para exemplificar, começando de casa, meu filho Arthur Henrique postou como foto de perfil duas garrafas de cachaça. Gente! Ele só tem 15 anos!

Essa situação verídica, pode ser explicada através da seguinte observação:

A dependência de internet não está relacionada ao tempo que a pessoa fica conectada, mas ao fato dela trocar experiências reais por acontecimentos na sua vida virtual.

Assim, meu filho pode até estar mandando recado mais errôneo do mundo para todos, inclusive à família:

A vida não é somente para ser vivida, mas também para ser curtida.

Para que uma pessoa curta a vida, não é essencial a ingestão ou inalação de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas.


Desta forma, a ansiedade causada pelo vício dos amantes da rede também pode ser chamada de "Patologia Digital". Claro que a internet nos trouxe inúmeras facilidades, porém tudo que é usado em excesso não é saudável. Até mesmo se tratando de "excessos digitais". A dica para não cair nesse erro é saber dosar o tempo que você fica on line.


Se você começa a perceber que tem mais amigos virtuais do que reais, quer dizer que está na hora de mudar a forma de relacionar-se com as pessoas. 


As mulheres são duas vezes mais acometidas pela ansiedade generalizada do que os homens. A prevalência desse transtorno na população é relativamente alta, em torno de 3% da população geral sendo também o tipo de transtorno de ansiedade mais freqüente do grupo dos transtornos de ansiedade. Nos períodos naturais de estresse os sintomas tendem a piorar, ainda que o estresse seja bom, como o próprio casamento ou um novo emprego. As mulheres abaixo de 20 anos são as mais acometidas, podendo, contudo, começar antes disso, desde a infância, ou pelo contrário, em idades mais avançadas, apesar da idade avançada diminuir as chances do surgimento de transtornos de ansiedade.


As vezes é bom deixar de ser on-line para ser alive.


Fica dica.

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