Biorrefinaria vai produzir etanol com palha e bagaço de cana em AL


Acássia Deliê, com Assessoria


Presidente da GraalBio, Bernardo Gradin
O site da empresa divulga: “GraalBio lança seu plano de negócios e anuncia a primeira planta comercial de etanol de segunda geração do Brasil”. Os nomes ainda estranhos à maior parte da população traduzem um dos maiores investimentos realizados no país para o desenvolvimento do etanol, que passará a ser produzido a partir, inicialmente, da palha e do bagaço da cana-de-açúcar. E será Alagoas o Estado brasileiro a receber a biorrefinaria pioneira.

O anúncio oficial no Estado foi feito na noite desta quarta-feira (23), pelo presidente da GraalBio, Bernardo Gradin, e pelo governador Teotonio Vilela Filho. Como adiantou o Blog Moeda Corrente, no último dia 22, a unidade receberá investimentos de R$ 300 milhões, com suporte financeiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) e terá capacidade de produção nominal de 82 milhões de litros de etanol. A empresa acredita que cerca de mil empregos diretos serão gerados com a construção e operação da nova unidade.
A perspectiva é garantir uma produção competitiva com o petróleo. Para isso, a GraalBio busca implementar no Brasil uma ampla plataforma de pesquisa para o desenvolvimento e industrialização de biotecnologias fundamentais para converter biomassa celulósica em combustíveis avançados e bioquímicos, atraindo pesquisadores científicos e investindo em pesquisas.
A primeira planta em escala comercial de Etanol Celulósico da GraalBio será  construída no município de São Miguel dos Campos, sendo a primeira do Hemisfério Sul e uma das primeiras já anunciadas no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o anúncio da primeira biorrefinaria foi feito no início deste mês.
“Nossa história com o etanol começou justamente nos Estados Unidos, em março do ano passado, quando participamos de um congresso e descobrimos que o país já vinha investindo no desenvolvimento do setor há sete anos. Mas temos muitas vantagens em relação a eles: nosso clima e nossa grande área, que permitirá desenvolver o etanol sem competir com os alimentos”, explicou Bernardo Gradin.
O presidente da GraaBil ressaltou, durante o anúncio, o compromisso do governo de Alagoas para agilizar a implantação da biorrefinaria, eliminando gargalos burocráticos e garantindo parcerias consolidadas entre o poder público e a iniciativa privada. O governador Teotonio Vilela Filho reafirmou o compromisso durante o evento de anúncio e elogiou os investimentos realizados pela GraaBil para desenvolver energia limpa.
“O que estamos vendo aqui hoje é história. É um novo paradigma na produção de energia no Brasil e no mundo. Existem 12 Estados no Brasil produzindo cana e Alagoas foi a escolhida para abrigar essa primeira planta. É uma prova de confiança no governo estadual. Vamos produzir aqui energia limpa, competitiva e renovável”, disse Teotonio Vilela.
O vice-governador, José Thomaz Nonô também compareceu ao evento e ressaltou as vantagens do empreendimento. “O que antes era descartado, como a palha e o bagaço da cana, agora será reaproveitado de forma lucrativa, a partir da biotecnologia. Não temos mais área para expandir as plantações de cana, mas vamos otimizar a produção mesmo assim. É importante também entender que uma grande empresa como esta atrairá outras grandes empresas de tecnologia avançada para nosso Estado”, avaliou Nonô.
A GraalBio é uma empresa do Grupo Graal Investimentos S.A., a holding empresarial da família Gradin. Fundada em 13 de junho de 2011, a companhia busca viabilizar o real potencial de biomassa brasileira em riqueza energética. O bagaço e a palha da cana oferecem potencial para ampliar a fabricação nacional de etanol na atual capacidade instalada em mais de 35%, se apresentando como solução potencial para o déficit  anual  de  1  bilhão  de  litros, sem investimentos adicionais  em  terras  ou  competição  com  a  produção  de  alimentos.
Para  antecipar  a  construção  da  planta  de  etanol  celulósico  em São Miguel dos Campos,  a GraalBio  se  associou  à BetaRenewables  e  à  Chemtex,  afiliadas  do  grupo  italiano Mossi&Ghisolfi, que desenvolveu uma tecnologia única de pré‐tratamento e conversão de  biomassa – batizada como PROESA – capaz de converter vários tipos de matéria‐prima em diversos bioquímicos e biocombustíveis.

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