Prefeita e presidente da Câmara de Traipu são afastadas do cargo


Milena Andrade e Ricardo Mota
Julliany não conseguiu ficar nem um mês exercendo o cargo de prefeita
A pedido do Ministério Público Estadual, a Justiça afastou do cargo a prefeita de Traipu, Julliany Machado, nesta sexta-feira (25), por 180 dias. Ela é acusada de dar sequência aos atos de improbidade praticados pelo seu antecessor, o sogro Marcos Santos, especialmente na folha de pagamento do município, com a manutenção de contratos de servidores que não eram funcionários públicos, entre outras irregularidades.

A presidente da Câmara Municipal, Conceição Tavares, também foi afastada do cargo pelo juiz substituto da comarca, Maurício Brêda, para que ocorra a instauração da ação de improbidade contra sua gestão, impetrado em dezembro de 2011 a pedido do Ministério Público Estadual. Ela é acusada de cometer irregularidades na administração do Legislativo, como ausência de prestação de contas e pagamentos irregulares. Com isso, ela não assume a prefeitura do município desta vez.
Na decisão, o juiz observa que Conceição Tavares é ré em várias ações na Justiça Federal como gestora na Prefeitura de Traipu, de onde vários documentos oficiais teriam desaparecido no período em que exerceu mandato interinamente. 
Brêda também pediu o afastamento por mais 180 dias de Marcos Santos.
Nesta manhã, agentes do DEIC cumpriram 16 mandados de busca e apreensão de documentos públicos na cidade.
Quem poderá assumir a gestão municipal é o vereador Marcos André Silva Melo, que recuperou o seu mandato como vice-presidente da Câmara Municipal. O parlamentar havia sido afastado e entrou com um mandado de segurança para retornar ao cargo, que foi julgado procedente pela Justiça.  
Alvo de várias denúncias
Julliany Machado e o prefeito afastado Marcos Santos são alvo de uma Ação de Improbidade Administrativa do Ministério Público Estadual impetrada no início deste mês.
Um levantamento feito pelo órgão mostra que os dois cometeram uma série de irregularidades na gestão municipal. Entre elas, servidores que recebiam sem trabalhar, uso de carros do município para atividades particulares dos administradores e de familiares, realização de cadastro eleitoral com a distribuição, sem medida ou registro legal, de cargos comissionados e contratos temporários.
Além dessas ilegalidades, o MP constatou também que dezenas de servidores recebiam pagamentos inferiores ao salário mínimo constitucional.
As novas acusações dizem respeito ao Relatório de Auditoria realizada no município, que apresenta análise de arquivos digitais de folhas de pagamento do período entre 1º de abril de 2011 e 31 de janeiro de 2012, pastas de contratos temporários firmados em 2011 e documentação fornecida pelo Sinteal (Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas), cópias de cheques, ofícios expedidos, além de depoimentos de servidores contratados, prestados à equipe da auditoria.
Conceição Tavares foi afastada da presidência da Câmara por irregularidades









O vereador Marcos André poderá assumir a gestão de Traipu

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