"Toma vergonha, vai pra ruas conversar com o povo", diz João Alves para Marcelo Déda

"Preguiçoso, 12 anos indolentes numa cadeira, se acordando 10h, pra ficar se comunicando pelo twitter"

Na inauguração do seu comitê eleitoral, na noite desta terça-feira 25, o ex-governador João Alves Filho (DEM), de um trio elétrico acompanhado dos senadores Maria de Carmo e do senador Eduardo Amorim (PSC), desceu críticas aos governos do prefeito Edvaldo Nogueira e Marcelo Déda, afirmando que os gestores são preguiçosos. João citou como prioridade do governador Marcelo Déda as pingas em Brasília.
"Eu voltei porque o povo me chamou. Porque enquanto eu estou nas ruas o governador está de cabelos arrumados e discurso brilhante, mas há aqueles que nasceram para lorotar, e há aqueles como João Alves que nasceram para trabalhar. Um prefeito com um governador amigo e que tem um presidente da república compadre, mas não há uma marca na cidade que lembre essa parceria com o presidente. E não foi por falta de empenho do governo federal não, porque eu ando vários por estados do nordeste e vejo investimentos. Mas aqui o governador se preocupava mais me visitar, tomar o café da manhã, almoçar e jantar com o presidente, e a noite ainda participava das serestas tomando pinga em Brasília. Eu tomo minhas pingas, mas é na hora de lazer", reclamou João.

Rebatendo as afirmações de que ele estaria doente, João Alves se garante com o vigor mental de 25, mesmo com a experiência de 71 anos de idade. "Após quatro anos de ter deixado a prefeitura, andaram dizendo que eu estava doente, mas a esses do governo eu digo: vamos caminhar na areia da praia ou no calçadão. Pra ver se eles aguentam andar 9 km toda manhã como eu faço. Esse povo preguiçoso quer é estar 12 anos indolentes numa cadeira, se acordando 10 horas, pra ficar se comunicando, imagine, pelo twitter", cutucou João, referindo aos pitacos que o governador envia pela rede social eventualmente.

"Toma vergonha! Venha pra as ruas! Converse com o povo!", alertou João, enquanto o público presente vibrava, e políticos como a deputada estadual Angélica Guimarães (PSC), o empresário Edvan Amorim, representantes do PSDB, entre outros, prestigiavam tudo.

João Alves diz que o governador e o prefeito só olham para o próprio umbigo. "Quem anda no Centro ou só na Zona sul não sabe a tragédia que está vivendo as outras partes da cidade. Uma cidade com menos de 600 mil habitantes, mas as ruas em Aracaju parecem São Paulo, com congestionamentos inaceitáveis, porque enquanto eu em quatro anos fiz 14 avenidas, eles chegaram a 1/3 disso em 12 anos. E educação de Aracaju é a pior dentre todas as capitais do Brasil. A saúde está um caos", lamentou.

"Eu já vi muitos governos não fazer hospitais, mas esse grupo foi o primeiro que eu vi destruir hospital. De marreta! O hospital infantil quando inauguramos era referência, hoje é uma vergonha. Eu vi depoimentos dolorosos. Uma pessoa sofreu com o pai que morreu após esperar três meses por uma consulta. Temos projeto concreto para Educação para que ela seja primeiro lugar. Assim como temos para a saúde também", assegura João Alves.

O candidato do DEM afirmou ainda que sua primeira providência de governo seria cuidar do bairro Coqueiral e Santa Maria, e acabar com o lixão. "No lixão as condições de trabalho são desumanas. Temos que acabar mesmo com isso", disse. A inauguração do comitê de campanha de João Alves, que fica na Avenida Ivo do Prado, contou com uma estrutura de trio elétrico e fogos semelhante ao momento da inauguração do comitê do seu principal adversário agora Valadares Filho (PSB). No entanto, o comentário que pairou no local foi que, aparentemente, foi que a oposição contou com um número maior de pessoas no evento. 


Por Raissa Cruz
Da redação Universo Político.com

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